É bom estar de férias.
Até me sinto mal por ver toda gente nesta casa acordar cedo, uns para irem trabalhar, e outros para irem para a escolinha.
Habituava-me a esta vida.
Acho que esta vida e o meu Eu lidamos bem.
Estou a pensar seriamente em negociar com ela para que amobos não nos separemos tão cedo.
9 de fevereiro de 2010
5 de fevereiro de 2010
Titina
Era o que me chamavas nos tempos em que eu ainda conseguia ouvir a tua voz.
Parece que o tempo passa, mas ainda consigo sentir-te aqui, ao pé de mim.
Ainda consigo sentir a tua presença ao meu lado, esteja onde estiver.
Como as saudades custam!
O tempo pode passar à vontade, pode correr a toda hora... Mas a saudade só aumenta!
Ai como tenho saudades tuas!
Das nossas idas a quinta.
Parece que ainda te vejo a ralhares comigo para não me armar em macaco no baloiço.
O baloiço que eu tanto estragava e que tu tanto arranjavas. Por mais vezes que estragasse, tu arranjavas sempre, na esperança de que eu aprendesse!
Eu sei que sabes a enorme falta que me fazes.
Sei que sempre que preciso de ajuda, tu fazes o maximo dos maximos para me ajudares no que podes e até no que não podes.
Sei que vives as minhas alegrias tais como eu queria que as vivesses, e que quanto às minhas tristezas és o primeiro a dar me a mão.
Sei e não sei.
Calculo apenas.
Acredito simplesmente nisso.
Tento e tenho que acreditar em ti todos os dias.
És a força que me sustenta quando falho.
És a vontade de nunca desistir de ser feliz.
És aquele pedaço que me falta todos os dias.
Só queria saber um pouco de ti.
Só queria um pouco de ti.
Queria poder voltar a sentir o teu abraço.
O teu conforto.
Eu sinto-o, mas queria senti-lo de uma outra forma.
Daquela forma que nunca mais poderei sentir.
Mas não fico triste.
Sei que não era isso que querias.
E é só por esse simples facto que tento sempre transformar todas as minhas lágrimas, em sorrisos.
Aquele sorriso que eu sei que adoras ver, sinto-o!
O meu problema é que não sei perder.
Nunca estive nem nunca estarei preparada para te perder.
Mas perdi.
Hoje foi apenas mais um dia que pensei em ti.
Recordar não!
Porque estás sempre presente, mesmo estando ausente.
Tua Titina
2 de fevereiro de 2010
Belo do Repouso
Ainda não me sinto totalmente capaz para relatar os últimos dias.
Há exactamente um mês atrás estava em Grândola a rastejar o meu corpo, precionando-o para arrumar a bagagem para voltar para Lisboa, devido às sobras da passagem de ano.
Hoje estou a rastejar o meu corpo, já em Lisboa, devido às sobras da pequena viagem a Lagoa de Albufeira. Esqueçam! Foi como um retiro para um mundo completamente à parte. Mas que mais posso pedir depois de tudo o que vivi estes dias?
Descansso! Sim! Vivi os últimos meses a dormir em pé, para construir as cadeiras da faculdade, para que as terminasse exactamente como me era exegido, num curto espaço de tempo. Retiro-me uns dias para o belo do Repouso, e volto apenas a pedir um verdadeiro repouso. Estupidamente percebi que não paramos, por mais repouso que tenhamos acabamos por querer sempre mais e mais, como se nada nos desse satisfação suficiente.
Estou mesmo a morrer.
Mal abro as pestanas, como se ainda estivesse na cama a sonhar com tocas e coelhinhos.
Mal sinto os dedos no teclado, como se eles correrem pelas teclas, sem darem um tempo de espera para que a minha mente os acompanhe.
Foram dias surreais.
Ouvi e vi tantas coisas que apenas dou graças a deus de ter os amigos que tenho.
A sério, sou previlegiada!
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