Mostrar mensagens com a etiqueta Rascunhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rascunhos. Mostrar todas as mensagens

22 de agosto de 2010

Mesmo!

Tem piada.
Tem mesmo piada!

Não passou mesmo de um rascunho.
É como se tivesse escrito apenas uma ideia.
De uma ideia não passou.

Hoje vi-te.
Não reconheci nada do passado.
Não visualizei nada do futuro.

Foi como se a folha de papel onde escrevi essa mesmo ideia tivesse voado.
Nunca mais a encontrei nem tive vontade para tal.

Talvez porque agora não tenho uma folha com uma ideia, mas sim um caderno cheio de certezas.

3 de julho de 2010

Rascunho Esquecido

Já não da para acreditar
Só na pedra me consigo concentrar
Até já tenho a cabeça tonta
Uma e duas, já perdi a conta

Não sei se o ouvi bem
Ou se foi alucinação
Continua a ser alguém
Que apenas foi uma ilusão

Disse que todos são iguais
Incluindo-se nos sacos dos banais
Nunca mereceu admiração
Muito menos quando lhe dei o coração

Tudo modificado
Mas nada vi alterado
Apenas uma diferença permanece
A minha mente diz 'esquece'

4 de janeiro de 2010

Rascunho para a reciclagem

Fechei a porta para ti
Nem sei onde coloquei as chaves
Porque nunca a mais as vi
E assim sei que nunca a abres
Apenas quando te apetece
Mas isso é passado
Pois tudo em ti me aborrece
Não passas de um tostão furado
Que encontrei no meio do chão
Exactamente como me deixaste
Sem dares uma mera explicação
E numa palavra tudo acabaste

Rascunho mais que riscado

Mais um choque que me matou mais um pouco
Em vez de me furar toda por completo
Vai furando deixando o meu coração louco
Sem sequer conseguir ouvir o meu proprio eco

Não consigo guardar este rascunho
Por mais riscos que lhe faça
E lhe bata fortemente com o punho
Há sempre ainda algo que o amassa

É como uma página que não consigo guardar
Até já desisti de rasgar
Por mais que tente não o quero recordar
Porque só me consigo magoar

Haverá algo mais verdadeiro do que a cumplicidade?
Algo que nos cria um brilho no olhar
Sentimentos numa eterna profundidade
E nem nos queremos questionar

Mas só quero é deitar tudo isto fora
Porque só assim é que crescemos
E construo a pessoa que sou agora
Apesar de, nem tu nem eu, não nos esquecermos.

22 de dezembro de 2009

Apenas mais um rascunho

É impossível não sentir saudade
A dor fica para trás
Deixo-me ir sem ter noção
Deixei de acreditar que sou capaz
Porque essa é a verdadeira dor do coração

Perdi uma parte de mim
Sem apenas uma razão
Deixei de alcançar um fim
Para manter o meu corpo são

Perco horas a pensar
Como é possível ainda estar tão presente
Quando fui eu que também te quis largar
Porque permanecias ausente

E sem dar uma explicação credível
Luto, mas não resisto à saudade,
Porque foi algo imperdível
Mas não foi uma verdade
Mas sim uma verdadeira mentira
Que nem eu, nem ninguém diria.

Ainda não consegui sarar esta dor
É como uma tatuagem que perdura pelo corpo
Recheada com todo aquele nosso amor
Que se tornou num sentimento morto

Será que vale a pena desejar o passado?
Não, nada se repetiria
Iria apenas ficar tudo repassado
Mesmo que lhe dissesse que tudo mudaria

Mas para quê mudar o que já passou?
Guardar apenas o que é bom de guardar
E tentar finalizar o que terminou
E não ficar a pensar e pensar

Apesar de as palavras darem que reflectir
Frases dessas desapareceram da minha história
Pois hoje percorro o caminho que quero ir
E apenas rasguei essa memória